up:: Tempo de Circulação do Capital Industrial

“O ciclo do capital, não como fenômeno isolado, mas como processo periódico, chama-se rotação [Umschlag]. A duração dessa rotação é dada pela soma de seu tempo de produção [Produktionszeit] e seu tempo de curso [Umlaufszeit]. Tal soma constitui o tempo de rotação [Umschlagszeit] do capital. Esta mede, assim, o intervalo entre um período cíclico do valor de capital inteiro e o período seguinte; a periodicidade no processo de vida do capital, ou, em outras palavras, o tempo de renovação, a repetição do processo de valorização e de produção do mesmo valor de capital.” (Marx, 2014, p. 237, adendos meus)

“Para o capitalista, o tempo de rotação de seu capital é o tempo durante o qual ele tem de desembolsar seu capital a fim de valorizá-lo e recuperá-lo em sua forma original.” (Marx, 2014, p. 238)

O tempo de rotação de um capital é o período de tempo em que ele repõe seu valor inicialmente adiantado.

É o mesmo que o Tempo de Circulação do Capital Industrial, porém em um nível mais concreto, pois estamos falando de ser uma reposição não só do capital, como do valor deste capital.

A aparência do tempo de rotação

“Em , o retorno é . Se o processo é renovado na mesma escala, forma novamente o ponto de partida e não se incorpora nele, mas apenas nos mostra que se valoriza como capital e, por conseguinte, produz um mais-valor , que depois é por ele eliminado. Na forma , o valor de capital desembolsado na forma dos elementos de produção constitui também o ponto de partida. Esta forma traz implícita sua valorização. Ocorrendo a reprodução simples, o mesmo valor de capital reinicia seu processo na mesma forma, . Ocorrendo a acumulação, (que, quanto a sua grandeza de valor ) inaugura o processo como valor de capital aumentado. Mas recomeça com o valor de capital desembolsado em sua forma inicial, ainda que com um valor de capital maior do que antes.” (Marx, 2014, p. 236)

O Ciclo do Capital-Dinheiro permite com que se veja “a influência da rotação sobre a formação de mais-valor”, e o Ciclo do Capital Produtivo “de sua influência sobre a formação do produto(Marx, 2014, p. 236).

O Ciclo do Capital-Mercadoria, ao contrário, mistifica a rotação de um capital individual, ao imiscuir seu processo com o de outros capitais. to-be-elaborated

Produção de mais-valor

A cada rotação, um capital repõe seu capital adiantado. Suas componentes, porém, têm temporalidades diferentes em que são consumidas pelo capital. Aqueles que são totalmente consumidos em uma rotação são Capital Circulante, e os que não o são, são Capital Fixo. Tais categorias, claro, são somente plausíveis no que tange ao Capital Produtivo.


Referências

  • MARX, Karl. O Capital: Crítica da economia política. Livro 2: O processo de circulação do capital. Boitempo Editorial, 2014.
MARX, Karl. O capital: crítica da economia política - Livro II: o processo de circulação do capital. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2014.