up:: 011a MOC Capital I
“Assim, a grandeza de valor de uma mercadoria permanece constante se permanece igualmente constante o tempo de trabalho requerido para sua produção. Mas este muda com cada mudança na força produtiva do trabalho. Essa força produtiva do trabalho é determinada por múltiplas circunstâncias, dentre outras, pelo grau médio de destreza dos trabalhadores, o grau de desenvolvimento da ciência e de sua aplicabilidade tecnológica, a organização social do processo de produção, o volume e a eficácia dos meios de produção e as condições naturais.” (MARX, 2017, p. 118; grifo meu)
As forças produtivas de uma sociedade representam suas capacidades técnico-tecnológicas de produção1. Dessa forma, Forças produtivas não se restringem a fatores de produção, pois consideram também características “subjetivas” como organização2 e Divisão Social do Trabalho etc.
Representam, portanto, a “facilidade” lato sensu de produção, i.e. do Tempo de Trabalho Socialmente Necessário à produção de Valores de Uso. No que tange ao Modo de Produção Capitalista em específico, diz respeito também, portanto, à grandeza do Valor3 das Mercadorias.
Referências
- MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política - Livro I: o processo de produção do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.
Footnotes
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Como Marx separa os capítulos d’O Capital: Cooperação, Manufatura e Maquinaria. ↩
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O tempo de trabalho socialmente necessário da produção — privada — de uma mercadoria aparece aos indivíduos como sua grandeza de valor, o que Marx chama de Fetichismo da Mercadoria. ↩