O Capital, I ─ Cap 8, A jornada de trabalho
Conceitos
- Componentes da Jornada de Trabalho
- Limites da jornada de trabalho
As partes da jornada de trabalho
onde
e
Portanto, o segmento
- o aumento ou diminuição do preço dos itens que compõem a Força de Trabalho
- aumento da produtividade no setor que produz mercadorias de consumo do trabalhador
Tais “custos” da força de trabalho podem variar, e.g., conforme surjam mais necessidades do trabalhador no tocante a seu consumo, e isso não necessariamente no tocante a meios de subsistência: também podem ser necessidades de consumo culturais, sociais.
“Valor” da força de trabalho é o tempo de trabalho (socialmente) necessário para reproduzir as mercadorias necessárias para reconstituir a capacidade de trabalho diária do trabalhador empregado.
O segmento
Limites da jornada de trabalho
Tem-se que a jornada de trabalho é uma grandeza variável em absoluto. Qual é seu limite mínimo? E o limite máximo?
Limite mínimo
Poderia ser o segmento
Marx diz que o limite mínimo é indeterminável, devido ao progresso técnico conseguir reduzir cada vez mais o valor da FT, e portanto reduzindo cada vez mais o limite mínimo da jornada de trabalho.
Portanto, tal limite mínimo é determinado tanto por permitir a geração de mais-valor, assim como está restrita por condições legais e lutas operárias.
Limite máximo
Tal limite máximo é determinado duplamente:
- Limite físico da força de trabalho: o trabalhador precisa dedicar parte de seu tempo para reconstituir seu corpo e seu espírito (repousar/dormir, alimentar-se, limpar-se, vestir-se, etc)
- Limite moral: o trabalhador precisa dedicar-se a suas necessidades espirituais e sociais/culturais
Portanto, tal limite máximo deve garantir (minimamente) a saúde física e mental do trabalhador; para o capitalista, porém, tal condição só deve ser satisfeita minimamente, de maneira a que o trabalhador possa trabalhar de maneira normal.
Redução da jornada de trabalho
De cerca de 18h antes de 1833, até 8h a partir de 1884. Tal redução não implicou numa redução dos lucros dos capitalistas; muito pelo contrário. E isso se dá devido ao aumento da produtividade devido ao desenvolvimento técnico/tecnológico.
Referências
- O Capital, Livro I, Karl Marx.