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“O consumo dá o golpe de misericórdia no produto quando o dissolve; porque o produto é a produção não só como atividade coisificada, mas também como objeto para o sujeito ativo […]” [@Marx2021, p. 46, grifo meu] to-be-elaborated

Um produto do Trabalho somente devém, de facto, um produto no momento em que é consumido. É justamente no instante em que ele é destruído pelo consumo que ele “merece” ser chamado de produto; é somente quando devém actu de satisfação de necessidades humanas que ele confirma que foi um produto, i.e. somente quando deixa de ser mera potentia de satisfação de necessidades humanas. Somente é valor de uso aquilo que realmente tem a pretensão de satisfazer necessidades humanas.

Por outro lado, O consumo é um pressuposto ideal da produção: é justamente essa expectativa de a satisfação de necessidades humanas através de algum dado produto o que propele a sua produção.1

Isso, por sua vez, pressupõe que O consumo depende da existência de objetos de consumo: é somente pela expectativa de que um dado produto será comprado — ou seja, que haverá demanda para este produto, i.e. que espera-se que este produto servirá de satisfação de necessidades humanas — que motiva-se a sua produção.2


Referências

MARX, Karl. Grundrisse: Manuscritos e econômicos de 1857 - 1858 : Esboços da crítica da economia política. São Paulo: Boitempo, 2021.

Footnotes

  1. Em particular no modo de produção capitalista, em que se produz para outrem, produção de mercadorias.

  2. De novo, em particular no MPK.