up:: 011a MOC Capital I
“O ganho de produtividade refere-se à diminuição do trabalho vivo exigido para produzir-se uma mercadoria (ou qualquer quantidade determinada de mercadorias). Como estão abstraídas [a princípio] variações de eficiência, o conjunto de matérias-primas e matérias auxiliares consumidos continua sendo o mesmo para qualquer nível dado de produção.” (Sá Barreto, 2021, p. 233)
“Com o ganho de produtividade, aumenta a quantidade de unidades produzidas, mas a magnitude do valor produzido em um período dado permanece constante. Cai o valor da força de trabalho, o que eleva o mais-valor. Ou seja, muda a distribuição do valor novo criado pelo trabalho. Um parcela menor é agora suficiente para remunerar o trabalhador, o que implica que a parcela que sobra como excedente é agora maior. Cai uma parcela do valor novo para que a outra possa aumentar.” (Sá Barreto, 2022, p. 62)
A produtividade do trabalho requerido para a produção de Mercadorias é a diminuição do Tempo Necessário de Trabalho para sua produção. É consequência, portanto, da diminuição do Valor da Força de Trabalho.1
Ou seja, diz respeito à capacidade produtiva de cada trabalhador envolvido, sua produtividade: quanto maior ela for, tanto mais um só trabalhador será capaz de cumprir no processo produtivo2.
Com o aumento da produtividade do trabalho, o Capital adiantado diminui — para um dado nível de produção —, aumentando, portanto, o Tempo Excedente de Trabalho envolvido. Há, portanto, uma mudança na proporção do tempo de trabalho.
Caso haja um aumento de produtividade de um capital individual vis-à-vis o nível médio de produtividade3, ele torna-se capaz de aferir Mais-Valor Adicional.
Referências
- MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política - Livro I: o processo de produção do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.
- SÁ BARRETO, Eduardo. Fundamentos para a crítica ecológica do capitalismo no Livro I de O Capital (ou: esse não é mais um texto sobre ruptura metabólica). In: MEDEIROS, João Leonardo; SÁ BARRETO, Eduardo (Orgs.). Para que leiam O capital: interpretações sobre o Livro I. São Paulo: Usina Editorial, 2021.