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Apreensão de mundo do Empirismo

Mundo é não mais que Dimensão Empírica da Realidade: o que é empírico é real, e o que é real, é empírico.

Dessa forma, o ato de construir universais, leis naturais etc., não passa de um mero construto social, uma mera forma de catalogar regularidades empíricas singulares. Contudo, o fato é que Nenhum dado é factum brutum, pois a apreensão de um singular requer o conhecimento de universais e particulares associados: enxergar uma garrafa singular diante de mim requer que eu saiba o que é uma garrafa universal, assim como saber seu material singular requer que eu entenda as características universais/particulares deste material etc. Ou seja, todo singular é “um feixe de determinações particulares e universais” (como diz Duayer, cit., 41:17).

Não obstante isso, o ato de enxergar o mundo meramente como composto por singularidades empíricas constrange a ciência a mero ato instrumental, de catalogação do que já existe; é neste sentido que o realismo empírico presta-se tão prontamente ao Instrumentalismo. Os fenômenos são assumidos como não tendo relação intrínseca entre si, cabendo ao observador assinalá-las a eles. “Leis da natureza”, obtidas por Indutivismo, não são mais do que isso.

Supondo-se que é a observação que reorganiza os fenômenos em algo inteligível, abstrai-se/mutila-se a historicidade do objeto, restringindo-se à sua imediatez, portanto conduzindo à reprodução das estruturas vigentes (no caso social).


Referências

Minicurso: Para uma ontologia do ser social - Introdução - Mário Duayer - YouTube