up:: Dinheiro

“As mercadorias não se tornam comensuráveis por meio do dinheiro. Ao contrário, é pelo fato de todas as mercadorias, como valores, serem trabalho humano objetivado e, assim, serem, por si mesmas, comensuráveis entre si, que elas podem medir conjuntamente seus valores na mesma mercadoria específica e, desse modo, convertê-la em sua medida comum de valor, isto é, em dinheiro. O dinheiro, como medida de valor, é a forma necessária de manifestação da medida imanente de valor das mercadorias: o tempo de trabalho.” (MARX, 2017, p. 169)

Mediante a existência de alguma mercadoria-dinheiro — em Marx, usualmente exemplificado como ouro —, toda outra Mercadoria expressa seu valor em , mediante alguma proporção da forma

Esta quantidade equivalente da mercadoria-dinheiro — — é a Forma-Dinheiro da mercadoria , i.e. seu preço: unidades de valem unidades de .

A função de medida de valor é totalmente ideal

“Embora o dinheiro que serve à função de medida de valor seja dinheiro apenas representado, o preço depende inteiramente do material real do dinheiro.” (Ibid., p. 171)

O dinheiro enquanto medida de valor cumpre um papel meramente ideal: dizer que valem unidades de não requerem a presença física da mercadoria .

Dependem, porém, do “material real” da mercadoria : um mesmo produto terá preços diferentes se considerar-se como dinheiro ouro, prata, bronze, ferro, etc.


Referências

  • MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política - Livro I: o processo de produção do capital. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2017.