up:: Tempo de Circulação do Capital Industrial
“O tempo de produção engloba naturalmente o período do processo de trabalho, mas não é englobado por ele.” […] A interrupção periódica do processo de trabalho durante a noite, por exemplo, ainda que interrompa a função desses meios de trabalho, não interrompe sua permanência nos locais de produção. Eles pertencem a esses locais não só quando ativos, mas também quando inativos.” (Marx, 2014, p. 201)
O tempo de produção do Capital Industrial naturalmente contém o tempo do processo de produção — i.e. Tempo Necessário de Trabalho e Tempo Excedente de Trabalho —, mas também contém o tempo de sua interrupção necessária. Como Marx o coloca,
“Os intervalos no tempo de trabalho a que se deve submeter o objeto de trabalho durante o próprio processo de produção não formam valor nem mais-valor, mas fomentam o produto, formam uma parte de sua vida, um processo pelo qual ele tem necessariamente de passar.” (Marx, 2014, p. 203)
Trata-se, porém, sempre de quantidades normais de tempo — “interrupções irregulares em consequência de limitação da produção, crises etc. são puros prejuízos” (ibid.).
“O tempo de produção é sempre, portanto, o tempo durante o qual o capital produz valor de uso e valoriza a si mesmo, ou seja, o tempo em que ele funciona como capital produtivo,1 embora durante parte desse tempo permaneça latente ou produza sem se valorizar.” (Marx, 2014, p. 204)
Referências
- MARX, Karl. O Capital: Crítica da economia política. Livro 2: O processo de circulação do capital. Boitempo Editorial, 2014.